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19 de Julho de 2018

FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito

Matheus Galvão, Advogado
Publicado por Matheus Galvão
há 3 anos

Por Renato Furtado

Todo político adora falar que defenderá "os direitos" dos trabalhadores custe o que custar, que jamais cederá, e que manterá os "benefícios conquistados".

A questão é: há realmente algum ganho para o trabalhador? Ou há apenas ônus?

Na prática, ao impor encargos sociais e trabalhistas — todos eles custeados pelo próprio trabalhador, como será mostrado mais abaixo —, o governo está dizendo que sabe administrar melhor o dinheiro do que o próprio trabalhador.

Mais ainda: se o trabalhador é obrigado a pagar por seus "direitos", então ele não tem um direito, mas sim um dever.

FGTS INSS e Aviso Prvio - um assalto ao trabalhador disfarado de direito

Os tais "direitos trabalhistas" nada mais são do que deveres impostos pelo governo ao trabalhador. E, para arcar com esses deveres, a maior parte do salário do trabalhador é confiscada já na hora do pagamento.

Somente para bancar os benefícios básicos — férias, FGTS, INSS, encargos sobre aviso prévio — são confiscados R$ 927 mensais de um trabalhador que recebe em suas mãos salário mensal de R$ 1.200.

Um funcionário trabalhando em regime CLT, com um salário contratado de R$ 1.200, custará efetivamente ao seu empregador 80% a mais do que o seu salário.

Confira a tabela abaixo:

FGTS INSS e Aviso Prvio - um assalto ao trabalhador disfarado de direito

Ou seja, por causa dos encargos sociais e trabalhistas impostos pelo governo, o patrão tem um gasto de R$ 2.127 com o trabalhador, mas o trabalhador recebe apenas R$ 1.200. Toda a diferença vai para o governo.

E há quem acredite que isso configura uma "conquista trabalhista" e um "direito inalienável do trabalhador".

Mais ainda: esses não são os únicos custos para o patrão. Em primeiro lugar, os custos podem variar ainda mais conforme o sindicato de classe, o regime de apuração da empresa e o ramo de atividade. Há ocasiões em que os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário. Adicionalmente, a empresa também tem de ter uma reserva para gastar em tribunais, pois sempre há funcionários saindo e acionando a empresa na Justiça do trabalho. Há também os custos de recrutamento de funcionários, os quais aumentaram muito em decorrência da política de seguro-desemprego e bolsa- família. E quem paga todos esses custos são os trabalhadores.

Eu mesmo, na condição de empresário, preferiria pagar R$ 2.200 por mês para um funcionário em um país sem encargos e leis trabalhistas do que R$ 1.200 no Brasil. Com esse salário mais alto eu teria, no mínimo, funcionários mais motivados. Mas, como não sou uma fábrica de dinheiro, não tenho condições de fazer isso.

Mas a espoliação do trabalhador é ainda pior do que parece. Veja, por exemplo, o que acontece com o FGTS. Essa quantia, que poderia ser incorporada ao salário do trabalhador, é desviada para o governo e só pode ser reavida em casos específicos (ou após a aposentadoria).

Na prática, o governo "pega emprestado" esse dinheiro do trabalhador e lhe paga juros anuais de míseros 3%. Dado que a caderneta de poupança rende 7% ao ano, e a inflação de preços está em 7,2% ao ano, o trabalhador não apenas deixa de auferir rendimentos maiores, como ainda perde poder de compra real com a medida.

E para onde vai o dinheiro do FGTS? Uma parte vai para subsidiar o BNDES e a outra vai para financiar a aquisição de imóveis — algo completamente sem sentido, pois a aplicação desse dinheiro na caderneta de poupança já permitiria ao trabalhar obter o dobro do rendimento e, com isso, ter mais dinheiro para comprar imóveis.

E vamos aqui dar de barato e desconsiderar as cada vez mais frequentes notícias de uso indevido desse dinheiro. (R$ 28 bilhões de reais do FGTS foram investidos pelo BNDES em várias empresas, mas não há nenhuma informação sobre quais empresas receberam o dinheiro, quanto receberam, e quais as condições de pagamento).

No caso do INSS, R$ 398,46 são confiscados mensalmente com a promessa de que o trabalhador irá receber saúde (SUS), seguro de vida e previdência. Não irei aqui comentar sobre a qualidade e a confiabilidade destes três. Irei apenas dizer que, caso o trabalhador tivesse a opção de ficar com este dinheiro, ele poderia recorrer ao mercado privado e voluntariamente contratar um plano de saúde, um seguro de vida e previdência por R$ 300 e ainda receber um serviço melhor do que o do SUS.

(E, se o governo eliminasse os impostos sobre esses setores, bem como abolisse toda a regulamentação, o valor poderia baixar para R$ 200, e o trabalhador poderia obter um serviço de maior qualidade.)

Por fim, o aviso prévio faz com que muitas empresas demitam os funcionários sem necessidade. Por exemplo, se uma empresa está passando por uma fase difícil e não tem certeza de que poderá manter o funcionário por mais de um mês, será mais racional demitir para não correr o risco de mantê-lo por mais tempo e, consequentemente, não poder honrar suas obrigações trabalhistas depois.

O aviso prévio também trava as empresas, que podem se ver obrigadas a demitir um funcionário produtivo, mas que ainda está no período de experiência, e ao mesmo tempo manter um funcionário improdutivo, mas que já cumpriu o período de carência. Tudo isso só para não pagar o aviso prévio.

Esse custo da improdutividade será descontado de todos os funcionários.

E tudo isso para não mencionar os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Adicionalmente, há também aCSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

O custo de todo esse sistema para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que ele possa oferecer (se é que há alguma).

Dado o atual arranjo, seria muito mais proveitoso tanto para o trabalhador quanto para as empresas dobrar o salário-mínimo e eliminar os encargos sociais e trabalhistas. Haveria mais dinheiro nas mãos de cada trabalhador, haveria uma mão-de-obra mais motivada, e ainda atrairíamos muito mais empresas para o país, o que naturalmente forçaria ainda mais o aumento natural dos salários. Isso, por si só, tornaria obsoleta a lei do salário-mínimo, levando à sua extinção.


Leandro Roque contribuiu para este artigo.

Fonte: Mises

222 Comentários

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Este texto possui inúmeros equívocos.
Primeiro, ignora-se o surgimento do Direito do Trabalho e Previdenciário, que é uma forma de evitar o conflito de classes e de perpetuar as diferenças sociais e econômicas que existem desde a Revolução Industrial. Isso não é bem um favorecimento ao trabalhador ...
Além disso, quando inexistia intervenção estatal, os empregadores não pagavam R$ 2.200,00 ao invés de R$ 1.200,00. Eles pagavam R$ 200,00, exigiam jornadas de 15/16 horas diárias, não havia segurança ou condições ambientais de trabalho, não havia descanso, etc.
O cálculo do custo do empregado inclui indevidamente o aviso prévio como uma parcela atrelada ao custo mensal. Isso só vale se empregador dispensar seus empregados após um ano de contrato, o que não é a regra e é combatido pelo direito do trabalho (princípio da continuidade da relação de emprego).
Ninguém deixa de dispensar maus funcionários por causa do aviso prévio. Conheço alguns empregadores, jamais vi alguém reclamar do aviso. O aviso só se torna oneroso na perspectiva do autor do texto: como ele julga que deve trocar anualmente seus empregados (por isso conta o aviso como 1/12 do custo mensal do empregado), o custo se torna elevado. Concordaria se a crítica fosse em relação à multa de 40%, que onera demasiadamente o bom (e só ele) empregador, se o contrato for mais longo.
O INSS se presta a custear apenas a Previdência Social, e não a Seguridade Social. Com R$ 300,00 se contrata Previdência complementar, seguro de vida e plano de saúde para o trabalhador e sua família? Acho que isso é o pior do texto...
O FGTS prejudicou parcialmente trabalhadores, pois com ele houve praticamente o término da estabilidade decenal. A "poupança forçada" é essencial para o momento de desemprego, dinheiro este que teria sido gasto se recebido regularmente. E sim, a população não sabe gerir seu dinheiro nem fazer valer direitos, do contrário não viveríamos em um Estado Social. continuar lendo

É só olhar a fonte que você vai entender. continuar lendo

Discordo da afirmação de que “a população não sabe gerir seu dinheiro nem fazer valer direitos”, a história nos mostra com o próprio desenvolvimento dos movimentos sindicais que os trabalhadores são capazes de se organizar para negociar salários e benefícios, quando não perseguidos pelo Estado e colocados na ilegalidade.

Esta é uma afirmação elitista que dissemina o pensamento de que “o povo é ignorante e as mazelas que o afligem são fruto de sua ignorância”. O povo tem o fruto de seu trabalho expropriado nesse país a séculos, por monarcas ultramarinos e governos autoritários, sempre com a justificativa de saber o que é o melhor para a população. continuar lendo

Excelente comentário. Me poupou de tecer o meu, inclusive. continuar lendo

João Paulo, parabéns pelo comentário. As pessoas ainda reverberam a cantilena neoliberal de que pagar imposto é excessivo, melhor deixar os mais fortes que sobrevivam e os outros que pereçam. Esse discurso é útil para as grandes corporações e os milionários, para todos os outros é suicida. Precisamos acordar e exigir que as corporações e empresários paguem impostos, pois a legislação não os obriga; também não taxa fortunas e nem heranças milionárias. É aí que estão enormes buracos negros que sugam montantes incalculáveis, que poderiam garantir avançadíssimas políticas sociais. Ao contrário, o imposto de renda é uma vergonha, pois é cobrado quase que em sua totalidade de assalariados e aposentados --- terem aceitado essa iniquidade abusiva e revoltante mostra a impotência do cidadão frente ao grande capital.

Não poderia, no entanto, deixar de concordar com o colega Elvis em sua crítica. Analisando as práticas populares encontramos situações que nos parecem absurdas a nossos olhos de classe média, mas quando as vemos de perto compreendemos que são as táticas de sobrevivência possível numa situação irrespirável. continuar lendo

Caro João, concordo com você. Também poupou meu comentário continuar lendo

Adorei a parte em que ele ignora o fato ganancia e que os empregadores costumam abusar de trabalhadores sem direitos, por toda a história da humanidade.
Mas concordo que a carga tributária brasileira é muito sem noção. continuar lendo

Prezado sr, Elvis Viana: ao contrário de vossa afirmação, eu já fui empresário e sempre ouvi muitas reclamações de outros empresários sobre o aviso prévio. Alás, reclamar sobre o aviso prévio para quem? Agora quantos aos R$300,00 que o sr despreza, com certeza seria um dinheiro a mais para uma melhor alimentação, que eliminaria alguns problemas de saúde, e bastaria parte deste valor para se ter uma previdência privada que pague um salário mínimo e atualmente, uma parte dum plano de saúde. Agora, estamos falando de alguém que ganha R$ 1.200,00/mes. Imaginem quem ganha R$ 5.000,00. Seria mais que sufuciente, Mas o triste é que aqueles que foram por nós eleitos só sabem fazer e aprovar leis que prejudiquem a maioria da população. Fica a máxima... numa eleição, não escolho quem vai me representar, mas quem eu quero que me roube. continuar lendo

Para um povo forçado a ser ignorante, é benéfico o FGTS, mas para quem dá uma olhada na taxa de juros ao qual ele é submetido, já dá calafrios. O mesmo dinheiro investido em tijolos comprados ao mês para erguer uma casinha para ter uma renda por aluguel, (claro, se o povo soubesse investir), sera muito melhor aplicado. Eu não queria um porto em cuba financiado com meu FGTS, por exemplo, nem os estádios, hoje abandonados as traças (alguns deles). Fora isso, as jornadas abusivas, não estão nem mencionadas. Temos que separar os abusadores: um é o Estado, que não dá retorno ao trabalhador de seus tributos (e, quem diz que sim, peço que por favor, ande mais pelas ruas), e o outro é o empresário, que está atrelado a patronais tal qual os seus empregados ao sindicato de sua categoria.
Então, é muito mais fácil deixar tudo como está, haja vista que estamos mergulhados em pãoecirco. FGTS e INSS, FAT e PAT são males necessários... continuar lendo

Acho que poderíamos ter ao menos a opção de abrir mão desses "direitos". Eu preferiria 1.000x, tendo quase mil reais a mais no salário, separar R$ 600,00 desses mil e com isso contratar uma Previdência privada, um Convênio médico privado e uma poupança particular com maiores rendimentos, do que depender de Governo Público INCOMPETENTE e poder usufruir apenas dos serviços privados que dão de 1000 a 0 nos serviços públicos.
Nem que eu gastasse esses R$1000 reais a mais todo em escolhas particulares, ainda assim eu teria certeza que seria algo muito melhor gasto e com resultados muito melhores. continuar lendo

João Paulo, concordo contigo, o texto é, realmente, sofrível do ponto de vista econômico e social, etc. continuar lendo

Vão me desculpar, mas vocês possuem um pensamento muito assistencialista, acreditando que o governo e impostos são a única fonte de programas sociais para prover o cidadão e, no caso, o trabalhador. O governo é abusivo sim - e vai aumentar ainda mais em 2015 - os impostos com encargos trabalhistas. Políticas sociais é uma coisa, é aquilo que nós imaginamos receber em troca de ceder parte de nosso ganho ao estado. Tirar o dinheiro do cidadão de forma abusiva - e arbitrária - e retornar com serviços péssimos ao cidadão é outra, nem vou mencionar que tipo de regime político faz isso...

A livre iniciativa é essencial para a saúde econômica de um país do século XXI e dependemos, infelizmente, de serviços públicos para tudo: até mesmo para organizar nosso orçamento familiar (em alguns casos). É por isso que existe SPC; se o cidadão soubesse mesmo gerir sua renda, não precisaria existir um serviço tão exclusivo para essa finalidade.

O governo só precisaria reter da fonte: seguro-desemprego e afastamentos médicos. O resto deveria ser tudo de comum acordo via contrato de trabalho entre empregado e empregador. Daí sim, ambos teriam a possibilidade de negociar remuneração e benefícios, em troca desses auxílios que se perdem nos ralos da corrupção do Brasil.

E aviso prévio é um direito da empresa mas que pode ser negociado com o funcionário. Esse paga a multa enquanto aquele verifica seé conveniente para a empresa mantê-lo ou não. continuar lendo

O articulista acertou em cheio na explicação.
Não entendeu quem não conhece como procedem as empresas para calculo dos custos de seus produtos. Então vamos lá para mais uma explicaçao:

1. Aviso prévio - por ser custeio de um empregado, as empresas englobam em seus cálculos de custos os valores mensais correspondentes a 1/12 avos do valor da folha de pagamento. Se o funcionario for demitido, o calculo ja está feito. Se nao for demitido, pedir demissão, mesmo nao recebendo o aviso prévio, no custo do produto o valor já está embutido.

2. FGTS - também está embutido no custo dos produtos. É uma forma leviana de tomar dinheiro das empresas, a custa da ignorancia do trabalhador.
Explico: dentro de todos os produtos consumidos, está na calculo de custo o valor do FGTS sobre a folha de pagamento acrescido de 1/2 sobre o 13o..salário, mais 1/12 de férias, mais 1/12 de 1/3 das férias,.;
Mesmo sendo recolhido à caixa economica, quando o trabalhador vai retirar o valor, verificará que a correçao que a Caixa paga são inferiores ao que ele teria direito. -
Só que este valor que ele vai receber quando sair da empresa ou se aposentar, ele paga todo mes no arroz, no feijão, no material de limpeza etc.

Assim, todos as "benesses" que os tolos acham que são "DEREITOS TRABALHISTAS", nada mais são do que impostos e taxas que o governo retira da empresa e do trabalhador, nao dando nada em troca.

Exemplo: você, paga INSS para a a Previdência social.
Va a um hospital e veja se é atendido.
Era melhor pegar este dinheiro e pagar um plano de saúde.

Se nao houvesse FGTS, INSS, PIS, COFINS, 13o.SALÁRIO, FÉRIAS, 1/3 SOBRE FÉRIAS, AVISO PREVIO, SALÁRIO FAMÍLIA, todos os produtos de supermercados, feiras, lojas, moveis etc.teriam seu preço reduzido a mais de 70%.
Uma geladeira que hoje custa R$ 1.000,00 custaria R$ 200,00
E com seu salário, voce poderia adquirir muito mais produtos e ainda sobraria.
O comercio venderia mais
As industrias venderiam mais
E por incrivel que pareça o governo receberia mais em impostos (ICMS/IR e IPI) pois o faturamento das empresas seria maior.

Para que não tenham duvidas, sou CONTADOR e sei o que estou falando. continuar lendo

Meu Deus! Quanta bobagem dita nesse artigo! Concordo com o João Paulo!
Ah! Ao Sr. Vilardi. Sabe o que aconteceria se houvesse essa redução de carga que o Sr. fala? Baixar 70%? HA-HA-HA
Os lojistas, comerciantes e afins manteriam o mesmo preço. É uma piada... continuar lendo

Só complementando, a multa rescisória é de 50%, porém, apenas parte desse valor vai para o trabalhador, pois um quinto vai para os cofres do governo a pretexto de cobrir o "rombo" do governo Collor>
Está de parabéns pelas colocações. continuar lendo

Parabéns Sr. José Pedro Vilardi. Perfeitas suas colocações. E acrescento que desta forma, o povo compraria mais veículos, abasteceria mais, e os bandidos que roubam a Petrobrás há séculos, roubariam mais ainda ! continuar lendo

Conforme se extrai dos comentários, a conclusão claríssima é que neste suposto embate entre trabalhador e governo, o verdadeiro assaltado é o empregador, contrariando as próprias teses, notadamente a rotulada no texto em foco. continuar lendo

José Pedro Vilardi; concordo totalmente com o seu comentário, e só acrescentaria o seguinte: Brasil...um dos países pseudo democráticos, MAIS injusto dos quais tenho noticia, onde trabalhadores contribuem com até 10 salários minimos para a Previdência e ao se aposentarem perdem mais de 50%. continuar lendo

Uma pequena correção quanto ao aviso prévio, se ele for proporcional (válido a partir de contratos de trabalho celebrados ao tempo da vigência da lei 12.506/2011), ele será de 30 dias para empregados que tenham até um ano na mesma empresa, ou seja, o até quer dizer que mesmo antes de 1 ano você pode ter os 30 dias, caso contrário, no artigo da lei 12.506/2011 constaria a partir de 1 ano e não até 1 ano, como está realmente nesse referido artigo. Isso é corroborado pela nota técnica nº 184/2012 do MTE, no tocante ao quadro demonstrativo nela apresentado. continuar lendo

João Paulo,

Apenas corrigindo a informação quanto ao pagamento do Aviso Prévio, o mesmo é devido quando passado o período de experiência do empregado e não após 1 ano de contrato como você mencionou. Logo, uma dispensa sem justa causa por parte do empregador após o terceiro mês do contrato de trabalho do empregado, é devido o pagamento do aviso prévio. A regra do pagamento após 1 ano de trabalho refere-se à tabela progressiva de acréscimo de dias ao aviso prévio, onde, para cada ano trabalhado o mesmo terá um acréscimo de 3 dias em seu cômputo. continuar lendo

Danilo e Luciano,

eu devo ter me expressado mal. Conheço o critério de aferição do aviso prévio.
A minha abordagem se refere ao fato de que - pelo artigo ora criticado - o aviso prévio compõe o "custo mensal do empregado". continuar lendo

José Vilardi resumiu tudo! Mas eu acrescentaria que o problema maior não são os direitos em si, pelo contrário, o problema é o nosso governo oportunista e corrupto que retira o nosso dinheiro e não nos presta serviços de qualidade. A Suécia tem uma carga tributária elevadíssima, porém, vejam a qualidade dos serviços prestados: saúde, transporte, etc. Eu ficaria muito feliz se o Governo retirasse isso tudo da gente, mas, em compensação, tivéssemos um SUS maravilhoso, uma previdência justa, etc. Os países desenvolvidos oneram muito pouco o consumo, focando mais na tributação da renda. Aqui é o contrário, retiram tudo de você e do seu empregador e, ainda por cima, temos que pagar uma fortuna em mercadorias (inclusive alimentos e medicamentos), transporte, serviços, por conta dos outros tributos e os custos de todas as contribuições sociais e direitos trabalhistas. continuar lendo

Suas observações são perfeitas.
Uma análise, para ter a necessária consistência, não pode focar um único momento, nem ser imediatista, há a imperiosa necessidade de conhecimento histórico, do saber o porquê das coisas.
Além disso, seria de uma ingenuidade muito grande pensar que, sem esses encargos, as empresas pagariam salários maiores.
Empresas visam lucros e qualquer oportunidade de maximizar esses lucros são aproveitadas e, se ela assim não o fizer, seu concorrente fará.
Por fim, mais de 80% da população não tem o mínimo conhecimento de "Educação Financeira", pensam apenas no aqui e agora. continuar lendo

Existe um mito enraizado no senso comum de que os impostos são arrecadados de que tem mais e são distribuídos em forma de serviços para quem tem menos, por intermédio do Estado. A realidade é exatamente a oposta, 80% da população custeia mais da metade dos impostos arrecadados, dinheiro que representa muitas vezes metade dos rendimentos do trabalhador e que some nos bolsos de governantes e em financiamentos para empresários amigos do poder.

Menos impostos significa mais dinheiro no bolso das pessoas, que podem optar por contratar serviços privados mais eficientes no geral. Os serviços públicos ficariam reduzidos para aqueles que realmente não tem outra opção e necessitam desse atendimento.

Fonte dos dados: http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2014/08/14/injusto-quem-recebe-ate-tres-salarios-minimosequem-mais-paga-impostos-no-brasil.htm continuar lendo

Caro Elvis, menos impostos significam mais dinheiro na mão de quem ?! Pela experiência (pelo menos no Brasil) já vimos que redução de impostos, desoneração de folha, não necessariamente significam diminuição de preços praticados (no mesmo patamar da redução) e aumento de renda.
Os empresários aqui (em sua grande maioria) embolsariam a maior parte dos ganhos com essas reduções, afinal, essa é a máxima capitalista, auferir lucros.
Quando não existiam direitos trabalhistas os salários e condições de trabalho eram melhores ?! Então por que agora seriam ?! Concordo que existem institutos (tal como o FGTS) que representam um desfavor ao trabalhador (que deveria continuar com o instituto da estabilidade temporal/indenização).
Concordo também que muito desse dinheiro é malversado como dito por ti, mas não vejo muita diferença em deixar esse dinheiro concentrado na mão de empresários que não tem obrigação nenhuma (e por isso não podem ser compelidos, por via da justiça) de aplicá-los nos programas sociais e nos direitos previstos na Constituição). continuar lendo

Quem acha que empresa paga imposto é muito ingênuo. Tudo é repassado ao consumidor. Redução dos preços é o melhor programa social. continuar lendo

Este texto descreve exatamente o que penso sobre os tão famosos "Direitos Adquiridos" que por sinal é usado como arma de ameaça por certos políticos sem escrúpulos.
Parabéns ao pelo artigo e que Deus ajude essa nação sair da escravidão disfarçada. continuar lendo

Artigo repleto de equívocos.´É uma inverdade que "o trabalhador recebe apenas R$ 1.200. Toda a diferença vai para o governo". De tudo o que foi relacionado acima, apenas a contribuição previdenciária de empregados e empregadores não vai diretamente para o bolso do empregado (ao final do mês, nas férias, em dezembro ou na rescisão do contrato). Mas é aquela que garante o pagamento futuro dos benefícios previdenciários. O nobre articulista defende que o Governo deve acabar com a Previdência Social? E ainda confunde receitas do INSS com financiamento do SUS, que nada tem a ver... continuar lendo

Realmente as férias, 13º, e Aviso Prévio não vão para o governo!

Mas que este valores poderiam ser convertidos em salário, poderiam! continuar lendo

vao sim para o governo
- desconto de 27,5% de Imposto de renda - dependendo do valor pago
- inss sobre as verbas (8, 9, ou 11%)
- sobre os valores calcule + 8% de FGTS (quando for demitido a empresa paga 10% do montante como multa)

vai somando, dai você vai ver o que o governo tira e não dá nada em troca continuar lendo

Finalmente um comentário sensato. Caiu o meu queixo quando eu li que a diferença de 2127 pra 1200 fica pro governo. É inadmissível uma pessoa estudada afirmar isso. O queixo foi ao chão de vez, com a relação do INSS e SUS. E outra, um salário de 1200 não paga nem IR - tem gente se metendo em tudo quanto é post que não sabe nem a tabela do IRRF. Ao que parece o articulista só acertou mesmo ao chamar atenção para a ridícula taxa de rendimento do FGTS. continuar lendo